18 de dez. de 2007

MARCANDO

Que fique concentrado e de vez em quando disperso meu olhar...
pois vou marcar cada pedaço de céu, e desenha-lo no canto doce daquela boca...
Vou até a mais bela cachoeira de momentos...
E pularei lá de cima com a certeza de que mesmo sem asas eu vou voar...
Meu plano é simples...
Planar pelo seu e pelo céu que desenhei...
Mesmo que seja em cima do papel que pintei cada estrela...

Longe de mim perder meu pé no solo...
Mas perto de mim, minhas orelhas molhadas pelas gotículas de nuvens...
E minhas mãos sobre as dela, seja por carinhos mimosos...
Ou pelos mais ardentes pensamentos...

Meu olhar disperso, quase vesgo...
Nem sempre vou olhar o céu...
Mas procurar na terra e na Terra minha vivência...
Se um dos olhos olhar os olhos dela...
o outro que acompanhe...

Enquanto isso só quero ver para todos os lados...
E sentir cada eu...
Um louco e desvairado....
Outro Santo e ponderado...
cada qual cada qual...






25 de nov. de 2007

ATO 1º

Que venham as sementes podres que eu as amasso com meus dentes de tubarão,
Cheios de serrotes e fortes como um leão,
Mastigarei feito canibal em dia de feira livre de carne humana,
Depois deitarei-me satisfeito em minha cama.

E aquele que assanhar-se à colocar mais sementes, perde a mão.
Farei questão de morder de leve a ponta dos dedos,
parecendo carinho de cão,
Logo retiro sangue e encharco a palma de medo.

Não serei manso com os normais, nem surdo com os animais,
RELINCHEM QUE EU OUÇO!!!
Depois cuspo nas tuas palavras de merda, anais,
E JURO QUE ISSO AINDA É POUCO!!!

Nação de retardados, que buscam glória pelo papel,
Ainda bem que tenho minha cama e minha mente,
Onde durmo debaixo do agradável céu,
E acordo sem ninguém a minha volta, quase carente.

E volto a ser eu.

DEPOIS DE MUITO TEMPO

É nessa época de pensamentos distantes que se encontram nossas verdadeiras idéias.

O ato de pensar e rever todos os conceitos e pré-conceitos, analisar o nosso certo e errado, compreender o que o outro compreende, sem perder o próprio amor e a garra de ensinar de modo pacifico e agradável, pois há aqueles que não querem enxergar, não querem ouvir, nem sentir o que pode ser modificado, e, para estes, a mudança é a dor maior que acaba com a vida.

Como já disse e volto a falar, não perderei o amor próprio e nem a garra do ensino pacifico, que só aprende quem quer e se achar agradável, logo:

Perceber a mudança como renovação de vida é o essencial para mim.
Cada segundo, gota, sombra de relógio solar é uma mudança bem-vinda. É a minha vida que segue mudando, e se aqueles que eu honro quiserem mudar comigo, eu os ajudarei, no entanto, se não quiserem, não os farei sentirem-se mais fracos ou menores, estes serão meus maiores exemplos, quem dirá qual é a verdade? Quem sabe um dia eu volte atrás? Nada é perfeito, nem Deus, aquele que hoje é aluno, amanhã é professor.

O homem que vê o diploma como parte fundamental da vida, assim como o dinheiro e a fama, não tem a felicidade que espero pra minha vida, a felicidade despreocupada, a que eu espero viver.

Um ato oportunista, uma opressão desnecessária, um lição de moral fora de hora e a falta de uma na hora certa, são coisas amargas e que podem modificar um ser humano.
Acredito que o ser humano possa modificar-se em segundos, assim como acredito que muitos finjam suas melhores mudanças, e que sintam-se satisfeitos por causarem espanto, por terem prazer à custa de lágrimas, por julgarem um erro que cometem diariamente.

O Humano busca a perfeição e caí em desgraça querendo tudo e alcançando o nada.

Depois de muito tempo, como você é agora?
Ainda acredita em sonhos? Irá atrás dos seus ou sufocará o sonho dos outros para que todos fiquem do seu lado reconfortando a mão do assassino?

Qual é teu sonho? Ele é teu mesmo?

Depois de muito tempo, você vive?

Depois de muito tempo você vive, mas tempo, é relativo.

28 de out. de 2007

...

Quem lhe deu esse direito?

LEMBRANÇA

Olhei para trás e para cima,
Observei o céu com um belo sol vermelho,
Senti minha face quente e meu peito vazio,
Hoje, e só hoje ninguém fica pra trás.

Essa guerra é de um só soldado,
Minha perna cambaleia, treme,
Mas não há tiro algum que transpasse meu peito,
Não há alma ruim aqui.

Hoje observei o céu,
Percebi como estão distantes os raios que nascem do sol,
E as estrelas que aparecem na noite,
Como em um teatro de guerra
Nada parece real.

Não há projeteis e nem armas,
Não há comando e nem blindado,
Não há pássaro e nem morto,
Há uma ferida.

Um combate invisível e de imensa dor...
Não há morfina...
Os olhos fecham...
Resta a esperança.


Soldado Anônimo - Morto em Ação defendendo sua pátria.

19 de set. de 2007

O PALHAÇO

Venho consultar-vos Doutor,de um mal que tenho e me martiriza,nublando-me a mocidade! É como um câncro que nunca cicatriza.

Sinto muito amigo,para o seu mal não há remedio,curamos tudo, só não curamos o tédio...mais ha na cidade um palhaço,que o fara dar gostosas gargalhadas,sim amigo, divirta-se, vá ao coliseu!


Não adianta Doutor...aquele palhaço sou eu!!


O texto não é meu, mas isso é ótimo, e infelizmente, não sei de quem é.

2 de set. de 2007

SONHO!!!!

Foi na loucura de um sonho que o sonho começou,
Na incerteza de um inicio que tudo continuou...
A inspiração veio em seguida,
Como se mil palavras saltassem da minha boca e formassem um oásis de idéias...
Uma viagem sem razão...
Um mito que nascia...
A certeza da emoção...
Uma claridade de tudo que virá...
Rostos pintados, loucuras nuas...
Tudo confirmado na felicidade de um sonho real.

20 de ago. de 2007

SAUDADES - 1

Aquele sentimento de saudade,
Me alimenta e fascina,
Um segundo a mais sem ela,
Uma eternidade a menos de vida.

Diz doer certas vezes essa saudade,
Em outras faz lembranças renascerem,
Relembrar vaidades...
Acender luxúria...

Mas quando revê-la...
Tudo pode ser sonho...
Pois farei ser...
Farei cada minuto ser conto feliz...
Cada pensamento valer a pena...

E meu olhar será só dela...
Como antes e agora é meu pensamento.

19 de ago. de 2007

A ALMA DO MUNDO

Dois homens à cavalo viajam:
- Meu caro, este deserto não me traz boas lembranças...
-Mas como não, foi aqui, neste lugar seco e arenoso que destruímos o próprio demônio em forma de turba.
- E é isso que me corroe, me diga, qual demônio tem em suas linhas de batalha crianças e velhos?
- O demônio tem todos os fracos de espírito em sua linha de batalha, não se engane com as aparências.
- Então, se eu ver um aglomerado de pessoas que fala na língua estranha e porta facas curvas, devo matá-las em nome da santa igreja?
- Sim, em nome de Deus!!!
- Mas... e se não houverem facas curvas ou flechas pontiagudas?
- Ainda assim deve matar a turba demoníaca, a palavra causa mais problemas que as lâminas e as flechas toscas dos infiéis.
- Mas meu mestre, porque matar ao invés de converter e conversar? Se as palavras são fortes armas, porque não usá-las?
- Tuas perguntas me ofendem, deve rezar.
- Não entendo o porque de ofender-se meu mestre.
- Cale-se, senão perderá o dia todo em rezas.
- Tu que deveria rezar, não sabes o que fala.
- Ora, seu tolo, rezará trezentos pais nossos e mil e quinhentas aves marias!
- Farei sim, pela alma das pessoas que matamos aqui há algum tempo atrás.
- Cale-se!
O jovem cavaleiro começou a rezar e um forte vento jogo sua espada para longe de sua mão, ela bateu na areia com um som seco e ali permaneceu.
- Além de falar besteiras tem a mão fraca, anda, vai buscá-la!
Ele desceu de seu cavalo, mas continuou rezando.
Ao primeiro passo em direção a lâmina bem trabalhada, outra rajada de vento empurrou ainda mais a espada.
- Corra herege! Antes que eu te deixe com os demônios que restaram nesse lugar!
Ele parou, ajoelhou e rezou ainda mais.
- Ora seu tolo!!!
O homem que ainda estava no cavalo, retirou seu açoite e o preparou, deixando sua ponta afiada cair no chão.
- Levanta!
O jovem continuava sua reza.
O vento ficou mais forte e as areias daquele deserto formaram um céu laranja, no entanto, a espada não se movia mais.
- Que seja!
O homem com o açoite ergueu o braço, num movimento rápido, em direção ao céu, o cordão feito de couro o acompanhou.
O vento formou um pequeno redemoinho próximo a lâmina, um pequeno, mas forte redemoinho.
A espada deslocou-se na direção dele, ergueu quase dois metros do chão e foi lançada com uma força sobrehumana na direção do homem com o açoite.
O jovem continuou sua reza, ouviu o som de ossos se quebrando, de um corpo caindo e o relinchar de um cavalo.
O vento cessou, o céu tornou-se azul, os olhos do jovem se abriram mostrando uma única lágrima.

Há alguns metros dali, dois homens distintos conversavam ao ver a cena:
- A alma dele ainda está confusa.
- Então que fique claro, ela não é nem sua e nem minha Senhor.
- Que seja, o tempo dirá a verdade e mostrará o caminho.

GUERRA FRIA

Que horas são?
Ah, não sei, olha o relógio aí...
Cadê o relógio?
Ali, está ali, olha...
Ah, está mesmo... obrigado.

Então...
Então o que?
Que horas são?
Olha o relógio ué...
Me dá ele.

E aí... já viu?
Já sim, por que?
Ué, me devolve o relógio.
Me desculpe senhor do tempo.
Ora, que brincadeira tola.

Satisfeito?
Sim, muito obrigado.
Por nada, dá próxima vez nem mostro onde ele está.
Não haverá próxima vez
Haverá sim, sua memória é péssima.


14 de ago. de 2007

ENTRADA PROIBIDA

A colina de ferro é onde moram os heróis...
Com suas lanças quentes e rápidas foices...
De noite descem rápido como os raios...
E empalam seus inimigos...
De dia bebem um bom vinho, e dançam ...
Nas três colinas de ferro eles são heróis...
Guardiães da terra desconhecida.

?????

A beleza me fascinou...
Deu-me vida...
Mas tuas palavras...
Me deram coragem...
Me deram alma.

Alma inquieta e feliz...
Que pensa em ti a todo momento...
Mas que sabe provocar...
Sem trazer lamento.

Quero teu beijo perfeito...
Teu toque sedutor...
Tua face vermelha...
Teu carinho, teu amor.

Conquistarei-te menina...
Farei-te feliz...
Farei-te surpresa...
Farei-te mulher.

Enfim eu estarei contigo...
Choro ou riso...
Todo momento.

O CANTO DA CORTINA

Há uma cortina trançada com fios de cabelo...
Naqueles cabelos ainda existe vida...
Com meus olhos viajo pela cortina...
Um pano trançado com almas há pouco paridas.

O canto das cortinas foi iniciado...
Vozes roucas fazem dela um conto de teatro...
Dançando em dor e agonia...
Criticadas pela verdade e pelo fato.

As cortinas se renovam e outros fio de cabelo são trançados...
Uns são vermelhos e outros dourados...
Vermelhos de sangue, dourados de fé que não havia em vida...
E fios negros, maldosos,já cansados.

O canto da cortina prossegue...
Na procissão eterna da morte...
A dor infinita cria mais cortinas de almas há pouco paridas...
Pessoas que viveram sem regras, pessoas que não tem sorte.

CARTA DE UM HABITANTE

Minha pequena sala, onde tudo acontece: Dos encantos comuns, à transformação de aço em ouro.
Lá fora me faço de tolo, e escondo os mistérios de minha vida estudiosa e sábia.
Aqui, sou o Deus da matéria polida e também desgastada.
Fixada no nada, contida em tudo e misteriosa como a fé verdadeira.
Minha alquimia é matreira.

Minha percepção do mundo é longínqua e tudo me parece mais perto.
Sou louco e racional, apaixonado e frio.
Tudo isso pela minha ciência...
... e pela minha onisciência.

Sim, sou um Deus da matéria, fixado em nós de moléculas.
Contido em cada verme analisado, eu estou.
Ninguém nunca me passou...
... Nem nesta cidade que me faço de tolo, nem em qualquer lugar a léguas de distância daqui.

SIM!!! Sou um Deus da matéria...
...matéria humana e desregrada, matéria material, fixada em tudo, assim como eu...
...contido no nada, fixado em alguma coisa.
LOUCO?! Nunca...

Eu apenas sou a pergunta e o equívoco, o erro e a discórdia dos pensamentos comuns...
... ouça-me e terá uma vida de tolo e um quarto onde será DEUS...
... nele e em todo lugar.

Aço em Ouro, vivo eternamente, escondido embaixo de sua terra...
... não me verá jamais...

... e se tentar...

... me encontrar será um erro.






3 de ago. de 2007

PALAVRA SÉRIA

Pensei que talvez nunca escreveria isso, mas o momento pede seriedade e pensamentos corretos.
Pensei que talvez pudesse um dia dizer que as coisas mudaram sem minha vontade ou a vontade de outras pessoas.
Mas as pessoas deste mundo mostram-se covardes, cegas, hipócritas, fracas, iludidas, fantasiosas.
Não sempre, mas de maneira mais forte a cada ano que passa.
E isso me inclui.
Perceber os erros próprios é uma tarefa difícil...
Quem poderia dizer que brincadeiras comuns são erros?
Quem admitiria uma conversa pra desabafar como erro?
Quem ficaria calado diante de uma brutalidade física ou moral. somente para não parecer tolo diante dos "amigos"?
Pois a brincadeira mais besta, o esquecimento mais idiota, a falta de educação e respeito velados, tudo isso pode parecer pouco ou nada pra afetar alguém de forma real, mas o faz.
Não digo que devemos viver só para prestar atenção em todos os minúsculos atos que temos, isso seria cansativo e covarde conosco.
Mas seria tão simples e fácil saber, e tão só isso, que tudo tem momento e hora, que tudo que nos agrada pode ofender outras pessoas, que ser educado não depende da pessoa ser desconhecida...
O mal do século ainda é a solidão, o medo de se ver isolado e sozinho em um quarto.
E o ser humano faz-se de ignorante e de animal predador para não ficar entre as baratas do próprio refúgio.


Rafael Santos (Conhecido Xis, Mestre Poeta)

1 de ago. de 2007

SEM CORTE

Em um canto, num conto, no som...
Em um mito, um faro, um tom...
No medo escarlate... Na loucura que parte...
Uma alma se vai... Uma vida que caí.

A lenda guerreia, renasce faceira...
Ataca, atordoa, mata e voa...
Desce e sobe...
Ingrata e esnobe.

Revida no ato, retira o sapato...
Mostra os dentes, joga óleo quente...
Queima a pele, machuca, fere...
Repõe o calçado.

Anda sem dó, marca e dá nó...
Pega no laço, entorta o pescoço...
Vira de lado e faz seu almoço...
Cuidado! Sem alvoroço.

O corpo caiu, sem sangue ruiu...
Em um canto, num conto, no som...
Na loucura que parte, com alma escarlate...
Sem medo nem dó, sem laço nem nó.

16 de jun. de 2007

RE-VIDA

Foi no cuspi de sangue que me fiz verter em lágrimas...
Um cuspi rubro e grosso como o mel provado pelas abelhas
e passado ao ser humano que lhe engole como se fosse o primeiro
Naquele cuspi rubro como o sol crepuscular me fiz em lágrimas...
Doces lágrimas que de sangue nada tem,
lágrimas vivas e cristalinas
repletas do sal de meu corpo e da dor de meu pensamento...

O sangue salivado e ferroso era de minha doença,
Doença tal que me fez viver com alegria a vida,
Com provérbios vistosos à boca,
Com belas raparigas
Com vaidades de alma e coração...
Com calunias verdadeiras e tensas...
Com muita voracidade...

A doença me venceu em corpo,
Trouxe-me dor física,
Trouxe-me mais mel rosado,
Tirou-me parte do pulmão...

Mas de nada valeria um pulmão com vida insossa,
Com calma nobre ou raiva cavalheiresca,
Nada valeria corpo com mentalidade de sultão,
Coberto de ouro e descoberto de aventura,
Coberto de mulheres e descoberto de amores.

Ainda que a doença tenha me vencido em corpo,
Desistiu de minha alma ao primeiro impacto de sorriso,
E, ao avistar nela, um choroso sonho em corpo de menino,
Deu um grito de raiva e medo sumindo em seguida,
E o menino assustado deu um salto de animal e tornou-se homem.

Homem do qual falo...
Que traduziu as leis celestes de maneira sua,
Que viveu a ilustre mentira da vida,
Com um sonho de luzes e vitórias perdidas,
Que se conquista com garra e luta.

LOUCO

A loucura suaviza a nítida raiva de um ser comum,
A loucura tão sórdida e esquisita que suprime os inválidos,
Ela que regenera a vastidão do intelecto humano,
O faz mais vivo e menos irado.

Então eu direi:
Porque ser normal?
Onde estaria a validade, a recompensa em ser normal?
Onde estaria a virtude de alguem que diz-se NORMAL?

Há mais gratidão e emoção nos louros da vitória quando se ganha com a vontade de um louco,
Há mais vida e paixão no amor enquanto ele está no intervalo incerto da loucura...
A loucura que é doce traz sorriso para os humildes que desprezam o dinheiro,
Esta mesma loucura, renega a sensação de tristeza e a faz felicidade.

Sendo assim, com tudo escrito e desenhado no nada,
Faço de minha ideologia a seguinte:

"Não serei normal perante os normais,
Não serei igual perante os iguais,
Serei honrado, justo e braseiro,
Serei forte, fraco e estranho,
Serei eu e serei mais e mais eu mesmo,
E não seguirei regras."

Sendo assim... fico com a sensação estúpida e feliz de que sou...

LOUCO.

13 de jun. de 2007

DURAS VERDADES

Dou verdades as pessoas que gosto,
E dou mentiras e falsidades a quem desgosto,
Mas são raros estes,
Quase nunca sobrevivem.

Minha verdade acaricia os bons amigos e amores,
Dá histórias, louvores, paixões,
Dá vida e ressurreição,
Dá fantasia.

Minhas mentiras e falsidades acariciam os inimigos e desamores,
Dão histórias, louvores paixões,
Dão vida e ressurreição,
Dão Fantasia.

A diferença é o ato verdadeiro,
Sincero e honesto meu para os outros,
Então seria fácil dizer,
A escolha é de quem me tem por perto.

12 de jun. de 2007

A CAMINHO...

As laranjeiras de um fim no oeste se desfazem,
E criam então uma sensação de fome e seca,
Onde estão os guerreiros que diziam viver sem água?
Morreram aos prantos de tanto desespero.

O som daquele choro amargo ainda é audível,
E cada lágrima parecia correr como sangue,
E sangue era o que eram realmente,
Pois guerreiro algum dá gosto à morte.

Não há ladrão que desminta um guerreiro,
E não há guerreiro que dê costas ao mundo,
A todo mundo,
Pois neste carrossel há um ladrão que mata.

E foi um desses que matou à duros golpes todos os fortes,
Com uma martelada em uma nascente,
Destruiu o que era a água,
Tão cristalina e corrente,
Findou-se o oeste das laranjeiras.

E o sangue vermelho e audaz ainda corre,
Como perseguindo a alma de seus donos,
Como se gotejando da cabeça do martelo,
Que mesmo sangrando ainda vive.


11 de jun. de 2007

NASCIMENTO

Pois é a noite que os poetas nascem,
Assim como a lua,
Prontos para a música e a bebida,
Tolos a dançar pela rua

A viver em harmonia,
A versar palavras nuas,
A criar pela alegria,
Ou tristezas nada cruas.

Os tolos não se esquentam,
Dançam cada vez mais pela rua,
Muita bebida ainda aguentam,
Celebram ela...

... Bela lua.

HUMANO

Quem sois?
* Um deus.
És forte?
* Crio (a) pessoas.
E cria elas felizes?
* Quando elas querem..
Qual seu nome?
* Um Pensamento. não cria
Você sabe o meu?
* Ninguém. , mas cria
Quem sou?
* alguns Um deus. (es).

6 de jun. de 2007

OS ANJOS RETORNAM

Olhei para o alto e acima vi uma luz...
O vento soprou e tudo que senti foi à vida...
Do meu violão me separei por alguns segundos...
Pois eu havia encontrado um anjo.

Meus olhos brilharam,
Senti o vento ainda mais forte,
Meu chapéu voou,
Mas quando tentei buscá-lo...
Não vi mais nada...

Não havia mais anjo,
Não havia mais vento,
Não havia mais chapéu,
Nada havia ali,
Além de mim, as árvores, o meu violão...

A estrada parecia mais longa...
Aí de mim que vi sem ver,
Dói mais um pouco coração,
Faz de seu dono, lágrima verter...

Meu chapéu sumiu,
O anjo levou embora.
O que será que viu,
Naquele chapéu sem novas,

Perdi meu amor e meu chapéu,
Os anjos me levam tudo,
Põe-me um grande véu,
Para que meu rosto haja escuro.

Mais alguns passos andei,
E um senhor eu vi,
Normal como os outros,
Sem chapéu ou estrela de Davi...

“Lá a frente precisam de sua ajuda,
Sou velho e fraco,
Nada posso fazer,
A mulher irá cair e assim irá morrer”.

Ao ouvir o homem sábio,
Corri mais rápido que o vento,
Com meu violão nas costas,
E os pés no tempo...

Logo cheguei em um poço,
Dito “dos milagres”,
Já havia visto aquela cena,
Mas não havia tempo para apreciar lugares.

Uma mulher estava na beira do poço,
Corri para pegá-la,
Quase que me escapou,
Mas consegui segurá-la.

Estava desacordada,
Mas era bela igual meu perdido amor,
Era tão igual a ela,
Que me causou certo... Espanto.

“Mulher acorda!”,
Foi isso que disse,
Mas quando minha frase terminei,
Vi mil vidas passarem sem aviso na minha mente.

Ela estava em todas...
Acordou,
E sem pensar eu disse,
Minha amada.

Ela sorriu...
Dei-lhe um beijo sem igual,
Meu chapéu do céu caiu,
E as penas que estavam nele não eram de um mortal.

Os anjos retornam quando querem,
E um deles eu estava segurando em meus braços,
Era ela minha bela amada,
Aquela com quem atei meus laços.

DO CÉU AO VÉU

Onde está o céu?
Meu cachimbo veio de lá,
Tua nuvem cria um véu,
E tem cheiro de âmbar.

Caiu do alto feito pena,
Sem sequer se arranhar,
Pito nele todo dia,
Sonho com ele no luar.

Vivo noite, noite e dia,
Sem sequer me alimentar,
Onde está o céu?
Cadê esse lugar?

Meu cachimbo veio dele,
E sua nuvem de âmbar,
Esse céu só tem flores,
Que colorem o lugar.

Tão sem graça esse tal,
Nem cachimbo mais tem lá,
Fico por aqui,
E aprecio meu luar.

Lua tão clara e bela,
Entre nuvens de âmbar,
Do cachimbo veio ela,
Pito nele sem parar.

Onde está o céu?
Nem quero mais pensar,
Ele lá é chato,
Eu tô aqui a me alegrar.

4 de jun. de 2007

QUEM SABE?

Quem sabe?
Gostaria de saber...
Saber de todas as verdades, de todas as mais belas verdades,
Mas como farei isso?
Quem sabe?
Digam-me como farei de minha vida uma grandiosa e bela verdade,
Verdade essa que procuro em tantos lugares,
Quero saber,
Quem sabe?
Penso que é necessário saber de muito para nada saber,
E saber de nada para tudo conhecer,
Mas, quem sabe?
Digam-me, lhes imploro!
Penso que pensar me estraga,
Saberei de tudo se não pensar em nada,
Então é simples,
Esquecerei tudo, todos, qualquer coisa.
Não posso!
Como esquecer o que já aprendi?
Quem sabe?
Pensei que era simples,
Nada é simples...
Para conhecer todas as verdades,
Não poderia ter conhecido o que é mentira...
Só assim saberia de todas as belas verdades,
Sendo um tolo...
Quem sabe?

O MUNDO É VERMELHO!!!

O mundo é fogo,

É vida queimando,
É histeria de dor,
Vibrante, andando...

O mundo é sangue,
É lógica do caos,
É quente e finito,
é vermelho e só.

Quem é o mundo?
Quem sois vós?
Tão quieto e profundo...
Vermelho entre nós.

Sangue...
Sangue...
Vida...
Vida...

Um corte profundo...
Mundo...
Ferida.

SIGA-ME...

Ande comigo e verá,
Toda a angustia indo embora,
Ande comigo e terá,
Toda sabedoria do agora.

Repulsará o medo,
E o esmagará em sua mão,
Transformará em segredo,
Nenhuma luta é em vão.

Siga-me pelo olhar,
e verá o que vejo,
Todo louco em seu sonhar,
Todo normal em realejo.

Siga-me...