12 de jun. de 2007

A CAMINHO...

As laranjeiras de um fim no oeste se desfazem,
E criam então uma sensação de fome e seca,
Onde estão os guerreiros que diziam viver sem água?
Morreram aos prantos de tanto desespero.

O som daquele choro amargo ainda é audível,
E cada lágrima parecia correr como sangue,
E sangue era o que eram realmente,
Pois guerreiro algum dá gosto à morte.

Não há ladrão que desminta um guerreiro,
E não há guerreiro que dê costas ao mundo,
A todo mundo,
Pois neste carrossel há um ladrão que mata.

E foi um desses que matou à duros golpes todos os fortes,
Com uma martelada em uma nascente,
Destruiu o que era a água,
Tão cristalina e corrente,
Findou-se o oeste das laranjeiras.

E o sangue vermelho e audaz ainda corre,
Como perseguindo a alma de seus donos,
Como se gotejando da cabeça do martelo,
Que mesmo sangrando ainda vive.


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