Um túnel escuro e denso, com paredes apertadas e sem ar...
Ainda respiro a água que havia no ventre de minha mãe, ainda vejo o colo que me suportava...
Naquele tempo eu havia pensado: "Meu Deus, que mundo estranho é esse?"...
E após anos de crescimento, amadurecimento, de erros e acertos...
Eu penso: "Meu Deus, que mundo estranho é esse?"...
Me vejo em uma rua escura, uma chuva fina e que parece infinita...
E enquanto cada gota escorre pelo meu rosto cansado e tenso...
eu penso: "Será esse o caminho?"...
- É isso doutor, o senhor já sabe qual é meu mal?
- É difícil dizer meu caro, ainda vejo restos de um mundo velho em você, algo que você não se importa de levar na sua bagagem de vida, você ainda dúvida dos caminhos que deve seguir, esse mundo estranho que tanto fala, nada mais é que o nosso mundo contemporâneo, que você vê como uma armadilha, meu caro, como amigo seu, devo lhe dizer, siga em frente e vá onde seus sentidos lhe mandam.
- Obrigado doutor, há tempos precisava ouvir isso, sabe, eu estava assim faz tempo, e ninguém me ouvia, obrigado por fazer isso!
- Por nada meu caro, é o meu trabalho que eu faço com gosto!
- merda de trabalho, nada como um bom whysky e uma boa novela!
Uma sala decorada com móveis de mogno envernizado, um homem com seus cinqüenta e tantos anos, um copo de whysky e um belo diploma pendurado próximo à parede onde está sua televisão de tela de plasma, e nessa TV, um noticiário de ultima hora:
"Há menos de trinta minutos um homem pulou do vigésimo quinto andar do prédio central de nossa cidade, deixando em choque um grupo de adolescentes que passava pelo local. Ainda é possível ver o corpo ensangüentado na calçada luxuosa do plaza. Os polícias não nos deram muitas informações, no entanto um dos adolescentes nos disse que haviam vários papéis em volta do corpo e que cairam, provavelmente, do andar da vítima fatal. Nesses papéis estão escritas frases à mão livre e todas iguais: "A PRIMEIRA VEZ QUE FALO...". Aqui é... - Um gole de whysky - ... do plantão ao vivo"
Mais um gole de whysky, entornando o copo...
Uma gota de suor escorre da sua face...
Um ultimo olhar assustado para a caixa de imagens antes do desmaio...
Na televisão o cinegrafista foca o corpo do homem e, também, uma grande folha com gotas de sangue... A PRIMEIRA VEZ QUE FALO...
Escrito por Santiago (eu mesmo... mas esse artigo escrevi em um outro blog, onde não usamos nomes reais)
17 de dez. de 2008
23 de set. de 2008
Eterna Morte
E assim... logo após a derrota da morte, fez-se vida...
No entanto, quem diria que a vida seria mais dura que o gosto amargo de um eterno sonhar...
E foi... e será...
Assim... dura e sem pontas rombas...
Mais afiada que a foice escarlate da morte....
Mais azeda que o gosto de sangue passado...
Me dói saber que cada gota de lágrima é dejeto...
Dejeto que gastei por nada...
Por falta de força de vida...
Por falta de compreensão...
E assim... logo após a derrota da morte, fez-se vida...
Vida nas águas salgadas de uma lágrima perdida em meus lábios...
O amor corrói... e isso é tão bom e ruim...
O amor mata... e isso é bom e ruim...
O amor ensina... e isso é bom...
Que seja assim eternamente...
Eterna derrota da morte...
Eterna vida...
Amor eterno.
(não é exatamente o que snto no momento, mas senti saudades de meus poemas góticos... ehaueha)
No entanto, quem diria que a vida seria mais dura que o gosto amargo de um eterno sonhar...
E foi... e será...
Assim... dura e sem pontas rombas...
Mais afiada que a foice escarlate da morte....
Mais azeda que o gosto de sangue passado...
Me dói saber que cada gota de lágrima é dejeto...
Dejeto que gastei por nada...
Por falta de força de vida...
Por falta de compreensão...
E assim... logo após a derrota da morte, fez-se vida...
Vida nas águas salgadas de uma lágrima perdida em meus lábios...
O amor corrói... e isso é tão bom e ruim...
O amor mata... e isso é bom e ruim...
O amor ensina... e isso é bom...
Que seja assim eternamente...
Eterna derrota da morte...
Eterna vida...
Amor eterno.
(não é exatamente o que snto no momento, mas senti saudades de meus poemas góticos... ehaueha)
14 de abr. de 2008
BAGAGEM
Vou viajar...
Vou levar minhas coisas...
Meus chapéus, minhas calças...
Meus anéis, minhas cuecas..
Minhas meias e inteiras...
Cada botão e cada sapato...
Um terno talvez, mas com certeza chinelos...
Camisas e camisetas, mesmo que não entenda o porquê delas serem quase iguais e com nomes diferentes...
Cintos e gravatas...
Escova de dentes, pasta e pasta...
Perfumes e desodorantes...
Camisinhas e truques na manga...
Livros e pensamentos...
Mais camisinhas...
Um abridor de garrafas e um saca rolhas...
Lápis, caneta e papel, mesmo que eu nada escreva...
Minhas ideologias e viagens astrais...
Um pacote de batatas fritas e um litro de refrigerante...
Talvez um suco...
Vou levar cartas de baralho e claves de malabarismo...
Sticks e bastões, meteoros e cordéis...
Levarei meu cérebro... é importante que eu não esqueça dele dessa vez...
Levarei meus membros... TODOS ELES!!!
Meu tronco e minha árvore...
Cada fio de cabelo, porque me ver careca me lembra militarismo...
É bom eu levar dois fígados... por precaução...
E quatro pulmões... não fumo, mas vai saber quem está lá...
Será que tá bom?
Putz... minha cabeça tbm... alias... as duas.
Vou levar minhas coisas...
Meus chapéus, minhas calças...
Meus anéis, minhas cuecas..
Minhas meias e inteiras...
Cada botão e cada sapato...
Um terno talvez, mas com certeza chinelos...
Camisas e camisetas, mesmo que não entenda o porquê delas serem quase iguais e com nomes diferentes...
Cintos e gravatas...
Escova de dentes, pasta e pasta...
Perfumes e desodorantes...
Camisinhas e truques na manga...
Livros e pensamentos...
Mais camisinhas...
Um abridor de garrafas e um saca rolhas...
Lápis, caneta e papel, mesmo que eu nada escreva...
Minhas ideologias e viagens astrais...
Um pacote de batatas fritas e um litro de refrigerante...
Talvez um suco...
Vou levar cartas de baralho e claves de malabarismo...
Sticks e bastões, meteoros e cordéis...
Levarei meu cérebro... é importante que eu não esqueça dele dessa vez...
Levarei meus membros... TODOS ELES!!!
Meu tronco e minha árvore...
Cada fio de cabelo, porque me ver careca me lembra militarismo...
É bom eu levar dois fígados... por precaução...
E quatro pulmões... não fumo, mas vai saber quem está lá...
Será que tá bom?
Putz... minha cabeça tbm... alias... as duas.
14 de jan. de 2008
PERDA DA INOCÊNCIA

Me trouxeram aqui pra baixo.
Me fizeram de objeto.
Não aguento tantas horas de sexo.
Essas mulheres-demônio dominaram minha mente,
escravizaram meu corpo e...
...aumentaram minha vontade.
Não aguento tantas horas sem sexo.
Duas delas já morreram.
Estão me levando de volta para cima.
Quem disse que sou normal ou humano?
Quem disse que sou demônio ou anjo?
Sou apenas um colapso de vontade.
Sem a menor inocência,
Sem a menor decência ,
Sem algum pudor.
Transando com ou sem dor.
Sem nenhum amor.
Me fizeram de objeto.
Não aguento tantas horas de sexo.
Essas mulheres-demônio dominaram minha mente,
escravizaram meu corpo e...
...aumentaram minha vontade.
Não aguento tantas horas sem sexo.
Duas delas já morreram.
Estão me levando de volta para cima.
Quem disse que sou normal ou humano?
Quem disse que sou demônio ou anjo?
Sou apenas um colapso de vontade.
Sem a menor inocência,
Sem a menor decência ,
Sem algum pudor.
Transando com ou sem dor.
Sem nenhum amor.
8 de jan. de 2008
O CRAVO E A ROSA
Já não sei a diferença entra gostar e querer,
Entre poder e ter,
Cada pedaço que me faz vivo
Também me faz louco.
Um momento preso ao sonho,
Um sonho preso ao momento,
Uma voz rouca,
Uma cena de lamento.
Uma cama e um tom,
Um vermelho sangue,
Um gosto bom,
E um corpo exangüe.
Minha família não é a tua.
Entre poder e ter,
Cada pedaço que me faz vivo
Também me faz louco.
Um momento preso ao sonho,
Um sonho preso ao momento,
Uma voz rouca,
Uma cena de lamento.
Uma cama e um tom,
Um vermelho sangue,
Um gosto bom,
E um corpo exangüe.
Minha família não é a tua.
18 de dez. de 2007
MARCANDO
Que fique concentrado e de vez em quando disperso meu olhar...
pois vou marcar cada pedaço de céu, e desenha-lo no canto doce daquela boca...
Vou até a mais bela cachoeira de momentos...
E pularei lá de cima com a certeza de que mesmo sem asas eu vou voar...
Meu plano é simples...
Planar pelo seu e pelo céu que desenhei...
Mesmo que seja em cima do papel que pintei cada estrela...
Longe de mim perder meu pé no solo...
Mas perto de mim, minhas orelhas molhadas pelas gotículas de nuvens...
E minhas mãos sobre as dela, seja por carinhos mimosos...
Ou pelos mais ardentes pensamentos...
Meu olhar disperso, quase vesgo...
Nem sempre vou olhar o céu...
Mas procurar na terra e na Terra minha vivência...
Se um dos olhos olhar os olhos dela...
o outro que acompanhe...
Enquanto isso só quero ver para todos os lados...
E sentir cada eu...
Um louco e desvairado....
Outro Santo e ponderado...
cada qual cada qual...
pois vou marcar cada pedaço de céu, e desenha-lo no canto doce daquela boca...
Vou até a mais bela cachoeira de momentos...
E pularei lá de cima com a certeza de que mesmo sem asas eu vou voar...
Meu plano é simples...
Planar pelo seu e pelo céu que desenhei...
Mesmo que seja em cima do papel que pintei cada estrela...
Longe de mim perder meu pé no solo...
Mas perto de mim, minhas orelhas molhadas pelas gotículas de nuvens...
E minhas mãos sobre as dela, seja por carinhos mimosos...
Ou pelos mais ardentes pensamentos...
Meu olhar disperso, quase vesgo...
Nem sempre vou olhar o céu...
Mas procurar na terra e na Terra minha vivência...
Se um dos olhos olhar os olhos dela...
o outro que acompanhe...
Enquanto isso só quero ver para todos os lados...
E sentir cada eu...
Um louco e desvairado....
Outro Santo e ponderado...
cada qual cada qual...
25 de nov. de 2007
ATO 1º
Que venham as sementes podres que eu as amasso com meus dentes de tubarão,
Cheios de serrotes e fortes como um leão,
Mastigarei feito canibal em dia de feira livre de carne humana,
Depois deitarei-me satisfeito em minha cama.
E aquele que assanhar-se à colocar mais sementes, perde a mão.
Farei questão de morder de leve a ponta dos dedos,
parecendo carinho de cão,
Logo retiro sangue e encharco a palma de medo.
Não serei manso com os normais, nem surdo com os animais,
RELINCHEM QUE EU OUÇO!!!
Depois cuspo nas tuas palavras de merda, anais,
E JURO QUE ISSO AINDA É POUCO!!!
Nação de retardados, que buscam glória pelo papel,
Ainda bem que tenho minha cama e minha mente,
Onde durmo debaixo do agradável céu,
E acordo sem ninguém a minha volta, quase carente.
E volto a ser eu.
Cheios de serrotes e fortes como um leão,
Mastigarei feito canibal em dia de feira livre de carne humana,
Depois deitarei-me satisfeito em minha cama.
E aquele que assanhar-se à colocar mais sementes, perde a mão.
Farei questão de morder de leve a ponta dos dedos,
parecendo carinho de cão,
Logo retiro sangue e encharco a palma de medo.
Não serei manso com os normais, nem surdo com os animais,
RELINCHEM QUE EU OUÇO!!!
Depois cuspo nas tuas palavras de merda, anais,
E JURO QUE ISSO AINDA É POUCO!!!
Nação de retardados, que buscam glória pelo papel,
Ainda bem que tenho minha cama e minha mente,
Onde durmo debaixo do agradável céu,
E acordo sem ninguém a minha volta, quase carente.
E volto a ser eu.
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