Dois homens à cavalo viajam:
- Meu caro, este deserto não me traz boas lembranças...
-Mas como não, foi aqui, neste lugar seco e arenoso que destruímos o próprio demônio em forma de turba.
- E é isso que me corroe, me diga, qual demônio tem em suas linhas de batalha crianças e velhos?
- O demônio tem todos os fracos de espírito em sua linha de batalha, não se engane com as aparências.
- Então, se eu ver um aglomerado de pessoas que fala na língua estranha e porta facas curvas, devo matá-las em nome da santa igreja?
- Sim, em nome de Deus!!!
- Mas... e se não houverem facas curvas ou flechas pontiagudas?
- Ainda assim deve matar a turba demoníaca, a palavra causa mais problemas que as lâminas e as flechas toscas dos infiéis.
- Mas meu mestre, porque matar ao invés de converter e conversar? Se as palavras são fortes armas, porque não usá-las?
- Tuas perguntas me ofendem, deve rezar.
- Não entendo o porque de ofender-se meu mestre.
- Cale-se, senão perderá o dia todo em rezas.
- Tu que deveria rezar, não sabes o que fala.
- Ora, seu tolo, rezará trezentos pais nossos e mil e quinhentas aves marias!
- Farei sim, pela alma das pessoas que matamos aqui há algum tempo atrás.
- Cale-se!
O jovem cavaleiro começou a rezar e um forte vento jogo sua espada para longe de sua mão, ela bateu na areia com um som seco e ali permaneceu.
- Além de falar besteiras tem a mão fraca, anda, vai buscá-la!
Ele desceu de seu cavalo, mas continuou rezando.
Ao primeiro passo em direção a lâmina bem trabalhada, outra rajada de vento empurrou ainda mais a espada.
- Corra herege! Antes que eu te deixe com os demônios que restaram nesse lugar!
Ele parou, ajoelhou e rezou ainda mais.
- Ora seu tolo!!!
O homem que ainda estava no cavalo, retirou seu açoite e o preparou, deixando sua ponta afiada cair no chão.
- Levanta!
O jovem continuava sua reza.
O vento ficou mais forte e as areias daquele deserto formaram um céu laranja, no entanto, a espada não se movia mais.
- Que seja!
O homem com o açoite ergueu o braço, num movimento rápido, em direção ao céu, o cordão feito de couro o acompanhou.
O vento formou um pequeno redemoinho próximo a lâmina, um pequeno, mas forte redemoinho.
A espada deslocou-se na direção dele, ergueu quase dois metros do chão e foi lançada com uma força sobrehumana na direção do homem com o açoite.
O jovem continuou sua reza, ouviu o som de ossos se quebrando, de um corpo caindo e o relinchar de um cavalo.
O vento cessou, o céu tornou-se azul, os olhos do jovem se abriram mostrando uma única lágrima.
Há alguns metros dali, dois homens distintos conversavam ao ver a cena:
- A alma dele ainda está confusa.
- Então que fique claro, ela não é nem sua e nem minha Senhor.
- Que seja, o tempo dirá a verdade e mostrará o caminho.
- Meu caro, este deserto não me traz boas lembranças...
-Mas como não, foi aqui, neste lugar seco e arenoso que destruímos o próprio demônio em forma de turba.
- E é isso que me corroe, me diga, qual demônio tem em suas linhas de batalha crianças e velhos?
- O demônio tem todos os fracos de espírito em sua linha de batalha, não se engane com as aparências.
- Então, se eu ver um aglomerado de pessoas que fala na língua estranha e porta facas curvas, devo matá-las em nome da santa igreja?
- Sim, em nome de Deus!!!
- Mas... e se não houverem facas curvas ou flechas pontiagudas?
- Ainda assim deve matar a turba demoníaca, a palavra causa mais problemas que as lâminas e as flechas toscas dos infiéis.
- Mas meu mestre, porque matar ao invés de converter e conversar? Se as palavras são fortes armas, porque não usá-las?
- Tuas perguntas me ofendem, deve rezar.
- Não entendo o porque de ofender-se meu mestre.
- Cale-se, senão perderá o dia todo em rezas.
- Tu que deveria rezar, não sabes o que fala.
- Ora, seu tolo, rezará trezentos pais nossos e mil e quinhentas aves marias!
- Farei sim, pela alma das pessoas que matamos aqui há algum tempo atrás.
- Cale-se!
O jovem cavaleiro começou a rezar e um forte vento jogo sua espada para longe de sua mão, ela bateu na areia com um som seco e ali permaneceu.
- Além de falar besteiras tem a mão fraca, anda, vai buscá-la!
Ele desceu de seu cavalo, mas continuou rezando.
Ao primeiro passo em direção a lâmina bem trabalhada, outra rajada de vento empurrou ainda mais a espada.
- Corra herege! Antes que eu te deixe com os demônios que restaram nesse lugar!
Ele parou, ajoelhou e rezou ainda mais.
- Ora seu tolo!!!
O homem que ainda estava no cavalo, retirou seu açoite e o preparou, deixando sua ponta afiada cair no chão.
- Levanta!
O jovem continuava sua reza.
O vento ficou mais forte e as areias daquele deserto formaram um céu laranja, no entanto, a espada não se movia mais.
- Que seja!
O homem com o açoite ergueu o braço, num movimento rápido, em direção ao céu, o cordão feito de couro o acompanhou.
O vento formou um pequeno redemoinho próximo a lâmina, um pequeno, mas forte redemoinho.
A espada deslocou-se na direção dele, ergueu quase dois metros do chão e foi lançada com uma força sobrehumana na direção do homem com o açoite.
O jovem continuou sua reza, ouviu o som de ossos se quebrando, de um corpo caindo e o relinchar de um cavalo.
O vento cessou, o céu tornou-se azul, os olhos do jovem se abriram mostrando uma única lágrima.
Há alguns metros dali, dois homens distintos conversavam ao ver a cena:
- A alma dele ainda está confusa.
- Então que fique claro, ela não é nem sua e nem minha Senhor.
- Que seja, o tempo dirá a verdade e mostrará o caminho.

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