14 de ago. de 2007

O CANTO DA CORTINA

Há uma cortina trançada com fios de cabelo...
Naqueles cabelos ainda existe vida...
Com meus olhos viajo pela cortina...
Um pano trançado com almas há pouco paridas.

O canto das cortinas foi iniciado...
Vozes roucas fazem dela um conto de teatro...
Dançando em dor e agonia...
Criticadas pela verdade e pelo fato.

As cortinas se renovam e outros fio de cabelo são trançados...
Uns são vermelhos e outros dourados...
Vermelhos de sangue, dourados de fé que não havia em vida...
E fios negros, maldosos,já cansados.

O canto da cortina prossegue...
Na procissão eterna da morte...
A dor infinita cria mais cortinas de almas há pouco paridas...
Pessoas que viveram sem regras, pessoas que não tem sorte.

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